Mostrar mensagens com a etiqueta manuel alegre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta manuel alegre. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: "Todos deram um contributo para a pluralidade da vida política"

O secretário-geral do PS afirmou que se irá empenhar numa “leal” cooperação com o Presidente da República e saudou o candidato do seu partido, Manuel Alegre, pelo “desassombro” de ter avançado numa eleição difícil. "Todos deram um contributo para a pluralidade da vida política", afirmou.Ver vídeo...

Na sua declaração inicial, o secretário-geral do PS saudou todos os candidatos às eleições presidenciais, dizendo que “todos deram um contributo para a pluralidade da vida política e contribuíram para o enriquecimento da vida cívica e democrática”.

Em relação ao candidato apoiado pelo PS, Manuel Alegre, Sócrates considerou que os socialistas “apreciaram o exemplo que mais um vez deu de combatividade cívica ao longo da campanha eleitoral”.“É sempre muito difícil para alguém dar o passo de se apresentar como candidato numa eleição em que o atual Presidente da República se recandidata. Manuel Alegre teve esse desassombro e esse ato de coragem cívico”, declarou José Sócrates.Para o secretário-geral do PS, Manuel Alegre “é digno do apreço e do reconhecimento” dos socialistas.“Quero deixar-lhe um abraço fraterno de solidariedade política. Foi com orgulho que todos os socialistas estiveram ao seu lado nesta campanha eleitoral”, acrescentou.

No que respeita às relações que terá com Cavaco Silva no seu segundo mandato presidencial, o secretário-geral do PS disse “reiterar aquilo que tem sido desde sempre o comportamento do Governo”.“No respeito pela Constituição e pela vontade soberana do povo, quero reiterar a minha disponibilidade e a disponibilidade do Governo para assegurar uma leal cooperação com o Presidente da República agora eleito. Isso é da maior importância para o funcionamento do nosso sistema democrático e julgo que é isso que os portugueses desejam”, disse. “É nessa lealdade e nessa cooperação que me irei empenhar”, frisou.

Presidenciais 2011 - Resultados

Resultados provisórios, divulgados pela DGAI (4.260 freguesias apuradas de 4.260 e 60 consulados apurados (11 por apurar):




EM BRANCO - 4,26% NULOS - 1,93%


BRANCO - 4,27% NULOS - 2,59%


Fonte: http://www.presidenciais.mj.pt/territorio-nacional.html#


Manuel Alegre assume a responsabilidade pelos resultados: “Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate”



Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber por que se luta” afirmou Manuel Alegre esta noite, após a divulgação dos resultados eleitorais. Garantindo que continuará a bater-se pelos direitos sociais, Manuel Alegre foi ovacionado de pé pelos apoiantes que o acompanhavam no Altis. “A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, afirmou, com grande dignidade e saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém, assumindo que "não é pelos resultados que enjeito os valores pelos quais nos batemos"

“Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria”, disse Manuel Alegre, que rejeitou que o apoio dos partidos tenha falhado. “Quem falhou fui eu por não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição”, declarou.

À pergunta dos jornalistas sobre se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que “não era candidato do Governo”. “Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos”, relembrou. Alegre lembrou ainda estar “nos combates do PS para o bem e para o mal”. “A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade”, defendeu.

Na sala estavam presentes, entre os apoiantes, dirigentes do PS, incluindo José Sócrates e Almeida Santos, bem como do BE,do PCTP-MRPP e muitos independentes, que ovacionaram longamente a intervenção de Manuel Alegre, a quem ficam a dever mais uma lição de resistência, humildade democrática e grande dignidade pessoal.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Ninguém vai quebrar esta onda democrática"

Eu sei que estamos perto” confessou Manuel Alegre esta noite no Coliseu perante uma sala repleta onde se viam muitas caras conhecidas das diferentes esquerdas e sensibilidades reunidas nesta candidatura. “Ninguém vai quebrar esta onda que é uma onda democrática”, “uma onda pela democracia e pelo Estado social”, exortou Manuel Alegre, referindo-se com ironia às sondagens dos últimos dias: “Eles têm é que se pôr de acordo. Mas quem vai acertar as contas é o povo no dia 23”. Veja o discurso na íntegra AQUI

Cavaco Silva falou hoje finalmente dos juros da dívida” afirmou logo de início. “Mas não foi para atacar os especuladores” explicou, “foi para fazer uma chantagem inadmissível contra a escolha livre e democrática dos portugueses”. Alegre confrontou directamente o seu adversário: “Eu pergunto ao candidato Cavaco Silva, ao longo dos últimos meses, o que fez para ajudar a aliviar a pressão especulativa sobre Portugal, que apoio concreto deu ao Estado e à República, naquela que devia ter sido uma defesa solidária do interesse nacional.”


Resumindo de certo modo a sua campanha, Alegre afirmou: “Eu não insultei ninguém. Eu não disse que havia medíocres na outra candidatura. Eu não chamei louco a ninguém, eu não desqualifiquei ninguém. Eu expus as minhas ideias, eu critiquei ideias contrárias, defendi uma outra visão de Portugal, uma outra visão da Europa, uma outra visão do que é a função presidencial. Isso é a democracia, isso é o confronto democrático”, afirmou, para de seguida rematar: “Quem acha que a divergência é um ataque pessoal ou um insulto é porque não compreendeu a democracia.”

Manuel Alegre expôs as causas centrais da sua candidatura, considerando que ela representa “uma concepção progressista da democracia, como democracia política, económica, social e cultural, por oposição a uma concepção conservadora, a uma concepção neo-liberal, à concepção do Estado mínimo, que é um Estado mínimo para os povo e um Estado máximo para os poderosos e para os grandes interesses”.

Numa intervenção enérgica, como sempre, mas muito afectiva, Alegre agradeceu pessoalmente a todos os que o têm acompanhado, chamando-os pelos seus nomes; e até agradeceu aos jornalistas, que “tiveram que ouvir muitas vezes o mesmo discurso e com os quais várias vezes, é verdade, eu também me irritei. Mas ainda bem que podemos irritar-nos uns com os outros, porque isso é sinal de que há liberdade de expressão e liberdade de imprensa em Portugal.” Insistindo sempre na importância do debate democrático, Manuel Alegre defendeu “o direito de escrutinar”. “Todos os homens públicos estão sujeitos a isso”, disse, “não têm que ofender-se, não têm que fazer de vítimas, têm é que responder às perguntas incómodas” “porque isso é bom para a democracia, é bom para a República, é bom para todos nós”.

Emocionado com a sintonia que foi sentindo, em todo o discurso, por parte de uma assistência muito participativa, Manuel Alegre terminou com um apelo: “Não se deixem esmorecer, nem manipular, nem intimidar”, pois “ninguém vai quebrar esta onda que é uma onda democrática, que é uma onda de responsabilidade cívica, que é uma onda pela democracia e pelo Estado social”.

Antes de Manuel Alegre usaram da palavra Francisco Louçã,do BE a escritora independente Hélia Correia e o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Manuel Alegre - "Uma onda em crescimento"

A onda está a crescer”, afirmou Manuel Alegre num mega almoço em Fafe, depois de outra enchente numa calorosa arruada pelas ruas de Braga. “Não há proprietários da terra, todas as terras são casas da democracia”, disse o candidato sobre o crescendo da campanha nos últimos dias, marcada pela “viragem” no comício de ontem em Vila Real com mais uma sala cheia no mesmo sítio onde tinha estado o candidato da direita com o líder do principal partido que o apoia. Para Manuel Alegre, a campanha do ainda Presidente está a ficar cada vez mais “azeda” e a recorrer ao “insulto” contra os adversários, revelador de que é incapaz de compreender o debate democrático.

No seu discurso num mega almoço que juntou mais de 500 pessoas, Manuel Alegre sublinhou as diferenças de atitude em relação ao seu adversário, evidentes nas contradições entre as suas palavras e actos. “ Cavaco Silva pediu às pessoas para virem à rua defender as escolas mas quando aparecem os professores e os alunos manda afastá-los”, criticou, sublinhando em contraponto que tem recebido sempre as pessoas.


Manuel Alegre acusou Cavaco Silva de populismo, porque “promete o que não pode dar e ameaçando com a lógica do eu ou o caos”. “Ameaça com a crise que ele próprio já anunciou que ia provocar e insulta diariamente os outros candidatos, ou porque são loucos, ou porque são ignorantes ou medíocres – todos menos os que não estão na candidatura dele”, afirmou, considerando essa atitude como “uma dificuldade em conviver com o contraditório que é próprio da democracia”

Para Manuel Alegre, o actual Presidente e candidato já deveria ter “compreendido que uma campanha eleitoral é luta política, é a defesa das ideias e a crítica das ideias dos outros”. “Mas ele, como não compreende a democracia, está a fazer uma campanha cada vez mais azeda. A nossa campanha é Alegre, não pelo meu nome, mas porque é uma campanha de convicção, de democracia, da cultura democrática e por isso é diferente”, afirmou recendo um prolongado aplauso.

O candidato sublinhou ainda que está nesta luta para “afirmar o primado da política”. “Não queremos o poder político subjugado pelo poder económico” nem “submeter o nosso país à ditadura do inimigo sem rosto que são os mercados financeiros”, declarou, acusando Cavaco Silva de ser incapaz de criticar esses mercados por desejar a entrada do FMI em Portugal para pôr em prática o programa que a direita sabe que, se levasse a votos, seria chumbado.

Afirmando ter consigo o legado de Mário Soares e Jorge Sampaio, mas também o legado da sua própria vida, Manuel Alegre exortou que a hora é de “resistir, mobilizar, unir, somar e despertar as pessoas para o combate decisivo” do próximo Domingo.

Uma onda em crescimento visível também nas arruadas de ontem em Braga, Guimarães e Barcelos, onde Alegre contou com grandes enchentes de apoio popular. A chuva que se fez sentir não impediu centenas de pessoas de se juntarem para o saudar e encorajar. Em Braga, esperava-o uma “tenda Alegre”, onde o candidato se dirigiu à entusiástica população com palavras de confiança na vitória, reiterando o seu compromisso na defesa da democracia e do Estado Social.

À tarde, em Famalicão, o candidato homenageou Barnardino Machado, Presidente por duas vezes na I República, depositando uma coroa de cravos vermelhos em frente ao monumento à sua memória.


Fonte: 18-01-2011 http://manuelalegre2011.pt

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Campanha para as Presidenciais


Car@s Camaradas,

tendo em vista a adequada mobilização dos militantes do PS Odivelas em torno da candidatura do camarada Manuel Alegre vimos informar o seguinte:

1- Na próxima quarta-feira dia 19 de Janeiro pelas 8 horas da manha nas entradas do metro de Odivelas irá ser distribuído o Jornal da Candidatura (ponto de encontro junto ao túnel da Codivel);
2- No dia 20 de Janeiro, único dia aliás que o candidato estará na Área Metropolitana de Lisboa irão ter o lugar os seguintes eventos

a- Descida do Chiado pelas 15h30 (ponto de encontro na Brasileira no Chiado)
b- Comício às 21h no Coliseu dos Recreios (vai sair um autocarro junto da secção de Odivelas pelas 19h30).


Contamos com uma excelente mobilização para levar o camarada Manuel Alegre à vitória na eleição para as Presidenciais.

Saudações Socialistas

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Depois de Sócrates e comício cheio, Alegre ruma até à Guarda


Manuel Alegre entra hoje em campanha na Beira Interior, depois de ter tido José Sócrates ao seu lado em Castelo Branco, no maior comício que até agora a sua candidatura já realizou.
Além de ter enchido o pavilhão do Núcleo Empresarial da Região de Castelo Branco (NERCAB), Alegre recebeu também da parte do secretário-geral do PS e primeiro-ministro um apoio veemente para a sua corrida a Belém.
“Partilhamos com Manuel Alegre o amor ao valor da liberdade, o amor à igualdade de direitos, o amor aos valores da diversidade e do pluralismo, o amor ao valor da tolerância, o amor ao valor da laicidade do Estado e da liberdade religiosas, o amor à democracia desde sempre e à cidadania”, disse Sócrates.
Neste capítulo, dedicado à partilha dos valores em comum entre a liderança do PS e Manuel Alegre, Sócrates disse que ambos se batem pelos “ideais da justiça e da igualdade”.
“Estamos aqui porque partilhamos com Manuel Alegre o amor ao Estado social, ao Serviço Nacional de Saúde, à escola pública e também à segurança social pública”, acentuou José Sócrates, num discurso em que condenou aqueles que semearam a desconfiança e a dúvida num momento crítico do país – uma referência à operação feita pelo Estado Português na quarta-feira de venda nos mercados internacionais de títulos da dívida pública soberana.
“A História saberá registar quem esteve à altura dos momentos decisivos e quem faltou à chamada num momento crítico de defesa do interesse nacional para Portugal”, disse o primeiro-ministro.
Manuel Alegre retribuiu os elogios do secretário-geral do PS, apesar “dos encontros e desencontros” do passado.
No discurso que encerrou o comício, o candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda manifestou a sua admiração pela coragem e determinação com que José Sócrates está a defender a autonomia e capacidade dos portugueses resolverem por si próprios os seus problemas.
Alegre disse mesmo que o primeiro-ministro terá sempre o seu apoio, “ele ou qualquer outro Governo que queira resolver os problemas de Portugal sem interferência ou ingerências de outros países”.
Hoje, o candidato presidencial começa o dia na Guarda, onde visita a Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados, seguindo para a Feira de Trancoso, antes de almoçar com apoiantes em Fornos de Algodres.
De tarde, Alegre desloca-se à Escola Profissional da Serra da Estrela em Seia, tendo depois contactos com a população em Viseu, onde realizará o seu comício da noite.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Não tenho de Portugal uma visão abdicativa



Não tenho de Portugal uma visão abdicativa” afirmou Manuel Alegre ontem, em declarações sobre a ameaça do FMI entrar em Portugal. Alegre denunciou o “propósito de encostar Portugal à parede, à semelhança daquilo que foi feito à Grécia e à Irlanda”. “E se isso não aconteceu ainda é porque têm medo do contágio com a Espanha”, considerou. Comentando aos jornalistas os resultados apresentados pelo governo sobre o cumprimento das metas orçamentais, Alegre considerou-os satisfatórios, mas voltou a insistir em que, se fosse Presidente da República, “neste momento não estaria calado perante esta especulação”.
“Eu não diria que nunca estaria pronto a governar com o FMI, porque o FMI significa o despedimento de muitas pessoas e seria esta austeridade multiplicada por dez ou por quinze”, alertou o candidato, que garantiu que “com este ou com outro Governo qualquer” faria esforços por convencer “que se tomassem medidas e que se conversasse com os dirigentes de outros países para que se resolva o problema no quadro europeu”.“Se não, vamos ter uma fractura na zona Euro”, avisou.
“Aquilo de que nós precisávamos eram medidas de estímulo à economia, políticas de crescimento, que aumentem a competitividade da nossa economia e que ajudem a mudar o nosso modelo de desenvolvimento”, disse ainda Manuel Alegre, que há muito vem pondo em causa o modelo de austeridade sem outros horizontes que tem vindo a ser imposto na zona euro aos países periféricos.
À noite, no comício em Faro, Manuel Alegre desenvolveu a bipolarização entre a sua candidatura e a candidatura de Cavaco Silva. “Temos de decidir se queremos um Presidente que esteja perto daqueles que mais sofrem, ou um Presidente que esteja mais perto dos que mais têm e dos que menos sofrem – e que são aqueles, quase todos, que estão nas suas comissões de honra e política”, disse. “Candidato-me por uma República entendida como serviço público, com o primado pelo interesse geral, contra o clientelismo, contra o amiguismo, contra a promiscuidade entre negócios e política”, declarou ainda Manuel Alegre.
“O Presidente da República não pode comportar-se como um aluno bem comportado, de forma acrítica, porque não quero Portugal de joelhos, eu quero Portugal de pé, quero Portugal na Europa mas com uma voz crítica, defendendo a igualdade entre todos os Estados soberanos”, declarou, recebendo uma prolongada salva de palmas.
Para Alegre, a força de Portugal “não está na economia nem no poder militar, mas na História, na cultura e na língua portuguesa”. “Precisamos de um Presidente que não confunda Portugal com um manual de finanças. A economia é importante, mas um país não é só economia, porque o país não é uma sebenta de finanças. O país é os Lusíadas, é a Mensagem de Fernando Pessoa, é Teixeira Gomes, são os seus grandes poetas e as suas grandes figuras”, contrapôs.
Antes de Manuel Alegre, discursaram no comício de Faro o seu mandatário distrital, o histórico socialista Luís Filipe Madeira, assim como os deputados Miguel Freitas (PS) e Cecília Honório (Bloco de Esquerda).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Manuel Alegre responde sobre os grandes temas nacionais





Tema 1 - Economia


Manuel Alegre : "a grande aposta estratégica (...) é incorporar no nosso tecido empresarial as elevadas qualificações das gerações jovens, cujo desemprego e precariedade constituem o nosso maior desperdício de recursos."
Público: Que papel pode o Presidente da República desempenhar para contribuir para o desenvolvimento económico do país?Na sua opinião, qual devia ser a grande aposta estratégica do país para alavancar o crescimento económico?
Manuel Alegre : O Presidente deve inspirar o debate em torno dos grandes problemas nacionais e ser um moderador político e social. Num momento em que a Europa entrou num ciclo de desconstrução, Portugal deve ter voz própria na reforma dos tratados. E deve procurar um novo modelo de desenvolvimento para sair do ciclo vicioso da austeridade e da recessão.
Há também razões estruturais para a crise. Uma economia assente na mão-de-obra barata e no betão não nos serve. Mas não podemos secundarizar ou adiar as questões sociais. Como Lula demonstrou, a luta contra a pobreza é ela própria condição do desenvolvimento económico.
Precisamos de uma nova estratégia de desenvolvimento, com mais inovação, mais emprego, mais coesão. Temos de refazer o nosso tecido produtivo a partir dos nossos recursos (da agricultura à floresta e ao meio marinho) e valorizando os nossos diferentes patrimónios, em especial a História, a cultura, a língua, os sítios e as paisagens.
Aumentar as exportações, diminuir a factura energética, melhorar o desempenho ambiental, incentivar e economia social, qualificar as pessoas e promover os sectores em que temos pontos fortes são dimensões essenciais. Mas a grande aposta estratégica, sem a qual Portugal compromete o seu próprio futuro, é incorporar no nosso tecido empresarial as elevadas qualificações das gerações jovens, cujo desemprego e precariedade constituem o nosso maior desperdício de recursos.

Tema 2 - Justiça

Manuel Alegre: "propus-me lançar a partir de Belém uns Estados Gerais da Justiça que possam juntar todos os agentes, os meios de comunicação social e a própria sociedade numa reflexão profunda sobre a morosidade e a falta de confiança na justiça, um dos mais graves problemas portugueses."
Público: A crise da Justiça é uma consequência sobretudo das leis que temos ou da atitudes dos agentes judiciários?Na prática, como acha que o Presidente da República deve encarnar o seu papel de mais alto magistrado da Nação?
Manuel Alegre: No último frente-a-frente televisivo, propus-me lançar a partir de Belém uns “Estados Gerais da Justiça” que possam juntar todos os agentes, os meios de comunicação social e a própria sociedade numa reflexão profunda sobre a morosidade e a falta de confiança na justiça, um dos mais graves problemas portugueses.
A questão não é apenas da legislação, nem da atitude dos agentes judiciários. As causas são múltiplas, desde o aumento significativo da litigância na sociedade com o consequente impacto na organização judiciária, até ao pendor predominantemente processual das nossas práticas judiciais.
Também nesta matéria é necessário mudar de paradigma a fim de evoluirmos para um sistema judicial compatível com os direitos constitucionais e com as necessidades de uma sociedade do século XXI.

Tema 3 - Saúde

Manuel Alegre: "se algum governo, seja ele qual for, ou alguma maioria parlamentar, seja de quem for, puser em causa o Serviço Nacional de Saúde tal como está consagrado na Constituição,eu veto."
Público: O Serviço Nacional de Saúde tem um défice estrutural crónico. Promulgaria um diploma que propusesse a abolição da expressão “tendencialmente gratuito” quanto à prestação dos cuidados de saúde públicos?
O Serviço Nacional de Saúde é uma das principais, se não a maior conquista do Estado social em Portugal depois do 25 de Abril. A Constituição da República consagra o direito à protecção da saúde “através de um serviço universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito”.
O combate ao défice do SNS tem de se fazer pelos ganhos de eficácia, pela inovação, pelo combate ao desperdício e pelo rigor na gestão. Não aceitarei a criação em Portugal de serviços de saúde de primeira, para os ricos, e de um SNS de segunda para os pobres.
É dever do Presidente da República “cumprir e fazer cumprir a Constituição”. Usarei todos os poderes presidenciais para impedir a descaracterização do SNS. Por isso fui bem claro em todas as intervenções que fiz ao longo da pré-campanha eleitoral. E se algum governo, seja ele qual for, ou alguma maioria parlamentar, seja de quem for, puser em causa o SNS, tal como está consagrado na Constituição, eu veto.

Tema 4 - Educação

Manuel Alegre: "A Constituição da República aponta para a gratituidade de todos os graus de ensino."
Público: Concorda com a liberdade de escolha da escola, por parte dos encarregados de educação, mas financiada pelo Estado? O Ensino Superior deve ter um custo simbólico ou as propinas devem aproximar-se do seu real custo?
A Constituição da República consagra a liberdade de ensinar e aprender e o direito ao ensino “com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar”. O ensino básico deve ser universal, obrigatório e gratuito e todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, devem poder ter acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística. A CRP também aponta para o estabelecimento progressivo da gratuitidade de todos os graus de ensino.
Neste quadro constitucional, o ensino particular e cooperativo deve ser apoiado pelo Estado onde e quando a rede pública é insuficiente, mas sem prejuízo da obrigação constitucional de criar uma rede de escolas públicas que cubra as necessidades de toda a população.
No que respeita ao ensino superior, deve ser garantida a igualdade de oportunidades e a democratização do sistema de ensino. O pagamento de propinas deve adequar-se a este objectivo constitucional, garantindo que ninguém seja excluído do ensino superior por razões económicas e tendo presente a meta constitucional, embora progressiva, da gratuitidade de todos os graus de ensino.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O maior jantar de sempre da esquerda na Madeira



Manuel Alegre considerou que a presença de mais de 2500 pessoas no “maior jantar alguma vez realizado pela esquerda na Madeira depois do 25 de Abril” é “um sinal de mudança” e “a prova de que não há donos da Madeira” e “mostra que estamos a mudar a história da Madeira e de Portugal”. Sobre Cavaco Silva, afirmou: “Se tem, como disse, um compromisso com a verdade, tem que dizer a verdade toda, assim o exige a ética republicana e a transparência democrática”. “Tem que responder à pergunta que fiz e não pode dizer que devolve para o site da (Presidência da) República”, insistiu, porque “um candidato à Presidência da República fala aos portugueses olhos nos olhos e responde aos portugueses pela sua vida, pelas suas acções e actos públicos”.
Manuel Alegre reafirmou que o problema do BPN “não é da actual administração”, como considerou o seu adversário, mas da anterior que “provocou este escândalo financeiro que já custou mais de 5 mil milhões de euros ao povo português”. “O problema é o de um banco que teve uma gestão danosa, um banco fundado pelos amigos políticos do actual Presidente da República”, reiterou o candidato.
No mega-jantar no Tecnopólo do Funchal, Manuel Alegre assumiu ser um “partidário das autonomias”, lembrando que “é uma das grandes conquistas da democracia portuguesa” e que “não foi conquistada por Alberto João Jardim, mas pelos povos insulares e pelo 25 de Abril”.
Para Manuel Alegre, “a autonomia tem de rimar com democracia”, sublinhando que “não é propriedade de nenhum partido nem de nenhum homem, pertence aos povos insulares e tem que estar ao serviço de todos e não apenas dos amigos de quem manda numa região autónoma”. Os cidadãos portugueses, defendeu, “devem ter os mesmos direitos, que devem ser respeitados em todo o território nacional”.
“Não podemos ter uma situação que, em vez de ser o governo a depender da Assembleia Legislativa, é o Governo que manda na Assembleia Legislativa”, acrescentou, concluindo que “não podemos ter um presidente que se cale e faz de conta que não vê”.
Manuel Alegre criticou Cavaco Silva por “não ir à Assembleia Legislativa da Madeira” e “receber os partidos da oposição num quarto de hotel”, quando da visita oficial que fez à região. “Diz que está acima dos partidos e não se deixa instrumentalizar, mas cedeu aos caprichos de Jardim”, afirmou. “Um Presidente da República não cede a caprichos e esse não é um problema político-partidário”, disse, realçando que “esse é um problema da democracia e do funcionamento da democracia”.
Manuel Alegre considerou que a presença de mais de 2500 pessoas no “maior jantar alguma vez realizado pela esquerda na Madeira depois do 25 de Abril” é “um sinal de mudança” e “a prova de que não há donos da Madeira” e “mostra que estamos a mudar a história da Madeira e de Portugal”.
“Estamos a mudar a história aqui na Madeira e vamos mudar a história destas eleições presidenciais em Portugal. A segunda volta começou hoje aqui no Funchal”, afirmou logo no início do seu discurso que concluiu com um recado ao Presidente do Governo Regional: “Eu compreendo Alberto João Jardim quando falou contra a abstenção e os perigos da segunda volta. Ele está preocupado e tem razões para estar preocupado, é um sinal de que a Madeira está a mudar, de que a Madeira quer mudança e é um sinal de que a vitória é possível.”

Manuel Alegre no frente-a-frente com Cavaco Silva

Manuel Alegre no frente-a-frente com Cavaco Silva: "Eu não conheço o contrato que fez o candidato Cavaco Silva", "mas posso pronunciar-me sobre o BPN, que é um escândalo financeiro". "Não é só um problema de justiça, é um problema político" e "é a demonstração cabal de onde pode levar a promiscuidade entre política e negócios."

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alegre: Cavaco só teve cooperação estratégica com a oposição nos casos das escutas e asfixia democrática


O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que a cooperação estratégica de Cavaco Silva foi com a oposição nos casos da asfixia democrática e das escutas, caracterizando o Chefe de Estado como um conservador e seguidista neoliberal.

Manuel Alegre falava perante apoiantes num jantar no Mercado da Ribeira, em Lisboa, num discurso em que apelou à mobilização de toda a esquerda em torno da sua candidatura e a um combate aos indecisos e à abstenção nas próximas eleições presidenciais, a 23 de Janeiro.

Ao longo do seu discurso, Alegre, apoiado pelo PS e BE, procurou vincar diferenças entre o seu percurso pessoal e o do Presidente a República.

“Há diferentes visões do que é a função presidencial, porque o Presidente da República é um moderador e deve ser um mediador político e social. Eu tenho capacidade para ser um mediador social porque posso reunir com a CGTP, com a UGT e com a CIP [Confederação da Indústria Portuguesa] e porque sou capaz de falar com todas as forças políticas, sendo uma ponte de diálogo”, argumentou.

Em contraponto, Cavaco Silva, segundo Alegre, “errou na interpretação teórica dos poderes presidenciais, quando falou em cooperação estratégica”.

“Não houve cooperação estratégica. Aliás, as únicas vezes que houve cooperação estratégica não foi entre o Presidente e o Governo, mas entre o Presidente e a oposição quando se falava em asfixia democrática e ele veio com o problema das escutas”, declarou, recebendo palmas, sobretudo dos militantes socialistas.

Na sua intervenção, o candidato presidencial voltou a dizer que consigo na Presidência “ninguém toca no Serviço Nacional de Saúde, na escola pública e nos direitos do trabalhadores”, caracterizando o actual Chefe de Estado como “um conservador” e “um seguidista” face à economia neoliberal.

Em outros pontos, Alegre recusou a existência de vencedores antecipados, manifestou a sua convicção de que forçará Cavaco Silva a uma segunda volta e falou das diferenças entre si e o Presidente da República ao nível do passado político.

“Não julgo nem condeno ninguém pelo seu passado, mas há uma diferença entre os que lutaram no passado e os que não lutaram. Não é desonra, não é crime, não é vergonha não se ter lutado, mas eu fui toda a vida um lutador político e social -- e Portugal precisa na Presidência da República de um lutador político, capaz de defender o Estado democrático e social”, declarou.

No primeiro discurso da noite, a cargo de Daniel Sampaio, mandatário para o distrito de Lisboa, surgiu um ataque cerrado ao actual Chefe de Estado.

Para o responsável da candidatura de Alegre, o único adversário nas eleições presidenciais será Cavaco Silva.

“Os apoiantes de Cavaco Silva pretendem fazer passar a ideia de que as eleições estão ganhas e temos de contrariar esta ideia. Há também uma crítica velada de Cavaco Silva aos políticos, como se ele não fossem político e não estivesse já há tantos anos no poder”, acusou.

Daniel Sampaio acusou ainda o Presidente da República de ser “a negação do debate” e de se afastar da “essência da democracia”.

“Cavaco Silva representa a sociedade conservadora, sem dimensão cultural. Temos um Presidente da República que não sabe usar a informática, mas sempre que se lhe pede uma opinião remete para o seu site”, acrescentou, provocando risos na sala.

No jantar de apoio a Alegre compareceram vários deputados do Bloco de Esquerda, casos de Jorge Costa, José Guilherme Gusmão, Helena Pinto e Pedro Soares, assim como o líder parlamentar, José Manuel Pureza.

Da parte do PS compareceram no jantar o ex-ministro Mário Lino, o governador civil de Lisboa, António Galamba, o ministro da Justiça, Alberto Martins, Marcos Perestrello (líder da FAUL), Vera Jardim, Susana Amador (presidente da Câmara de Odivelas), Maria da Luz Rosinha (presidente da autarquia de Vila Franca de Xira), Carlos Teixeira (presidente da Câmara de Loures), Joaquim Raposo (presidente da Câmara da Amadora) e Maria de Belém (mandatária nacional da candidatura).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perestrello em Odivelas para debater as Presidenciais


Marcos Perestrello, Presidente da FAUL esteve em Odivelas acompanhado pela Presidente da CPCO Susana Amador na passada sexta feira dia 10 de Dezembro no centro de exposições de Odivelas numa sessão com os militantes da concelhia de Odivelas para debater as Presidenciais, que se realizarão no próximo ano.
Manuel Alegre, o candidato apoiado pelo PS foi o tema, propostas para campanha entre outras ideias foram debatidas. O futuro do País é crucial e vital nesta discussão, Manuel Alegre é o candidato ideal para levar Portugal no melhor caminho para o fim de uma crise que atinge toda a Europa, um Presidente da República pro-activo e com vontade são alguns dos pontos fortes de Manuel Alegre, muitos dos camaradas presentes concordaram que esta é a altura do PS arrancar para uma campanha que terá de ser forte para os objectivos serem alcançados, uma segunda volta nas eleições será a primeira derrota de Cavaco Silva.
A esquerda terá de se unir em torno de Manuel Alegre, o homem que irá ter a seu lado os militantes do PS Odivelas para as batalhas que se aproximam.
Numa sessão que os objectivos foram traçados, o PS terá de ir unido para a rua, só assim poderá haver esperança num Portugal melhor e mais forte, num Presidente da República presente e consciente, um trabalho que requer trabalho e atitude, e isso só poderá ser com uma pessoa, Manuel Alegre.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Manuel Alegre pede mobilização da esquerda para forçar segunda volta

O candidato presidencial Manuel Alegre apelou hoje a uma mobilização da esquerda nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro e acusou o actual presidente da República, Cavaco Silva, de ser “corresponsável" pela situação que se vive no país.

“O presidente fez muitos avisos, disse várias vezes que a situação era explosiva e insustentável, mas isso não serviu nada. Ele não usou os poderes presidenciais. Esvaziou a função presidencial e por isso ele é corresponsável pela situação que estamos a viver e não pode lavar as mãos como Pilatos. E os portugueses têm de ter consciência disso”, afirmou.
Manuel Alegre falava num almoço com cerca de duas centenas de apoiantes, em Sarilhos Pequenos, depois de um périplo pelo concelho da Moita, em que pediu a ajuda de toda a esquerda para obrigar Cavaco Silva a disputar uma segunda volta das presidenciais.
“Nós estamos aqui, na rua, na área ribeirinha da Moita, em Trás-os-Montes, no Alentejo, no Algarve, estive na emigração, e vi o mesmo grito de esperança: que o dia 23 de Janeiro à noite volte a ser 25 de Abril com uma segunda volta, uma segunda volta que nos vai garantir a vitória nas eleições e a salvaguarda da nossa democracia, tal como está consagrada na Constituição da República”, disse.
Quero deixar aqui um apelo a todos os democratas, a toda a esquerda, para que não disperse os votos, para que convença os indecisos e que se mobilize, porque a direita está mobilizada, sabe o que quer, sabe o que defende e o que pretende destruir para defender os seus interesses”, acrescentou Manuel Alegre.
O candidato apoiado pelo PS e pelo BE reiterou outras críticas que tem vindo a fazer a Cavaco Silva, responsabilizando o actual chefe de estado por ter permitido a destruição da frota de pesca, quando era primeiro-ministro, e de vir agora dizer que Portugal precisa de explorar melhor os recursos marítimos.Manuel Alegre também não deixou passar em claro as declarações de Cavaco Silva sobre a decisão do governo regional dos Açores, de compensar os cortes salariais para alguns trabalhadores com a atribuição de subsídios.“[Cavaco Silva] preocupou-se muito com aquilo que fez o César, com aquelas compensações nos Açores, mas com os dividendos distribuídos antes dos impostos não se perturbou, sobre isso não disse uma palavra”, disse
Manuel Alegre referindo-se à intenção da PT e de outras empresas de anteciparem para este ano a distribuição de dividendos, evitando assim o pagamento de impostos previstos para 2011.
Fonte: DN

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Manuel Alegre : "A minha candidatura é mais necessária do que nunca"


Manuel Alegre em Marco de Canavezes:
04-11-2010

A pensar “nos mais desfavorecidos”, naqueles que mais sentirão as “medidas de austeridade muito duras”, contidas no Orçamento de Estado aprovado hoje na generalidade, Manuel Alegre considerou, num jantar com duas centenas de apoiantes no Marco de Canavezes, que a sua candidatura é, num momento difícil para Portugal, mais necessária do que nunca.
Lembrando que foi “hoje aprovado na generalidade o Orçamento Geral do Estado, orçamento esse que contém medidas de austeridade muito duras e que vão pesar duramente na vida dos portugueses”, o candidato afirmou que pensa “neste momento, nos mais desfavorecidos, naqueles que vão ver cortes nos seus salários, nos pensionistas que vão ver as suas pensões congeladas, nas famílias que vão ver os seus abonos reduzidos”.
Pensando nas palavras de “confiança e de esperança” deixadas pelo Bispo do Porto, com quem se encontrou esta tarde, Manuel Alegre considera que “esta situação muito difícil para o nosso país vai exigir sacrifícios a todos os portugueses”, considerando, no entanto, que “há sempre alguns que são mais sacrificados do que outros”.
“A minha candidatura, num momento muito difícil, é mais necessária do que nunca”, sublinhou o candidato, deixando a garantia:”Pela minha vida, pelo meu combate, pela minha maneira de ser, pela minha cultura política, pelos valores que represento, eu dou a garantia de que, se for eleito Presidente da República, nenhum Governo porá em causa o Estado social, o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública” em Portugal. “Comigo na Presidência da República a democracia prevalecerá em todas as partes do território nacional, seja no Marco de Canaveses seja na Região Autónoma da Madeira, não haverá distorções ao processo democrático”, avisou ainda.
Acusando a direita europeia e a portuguesa de quererem “aproveitar a crise para pôr em causa direitos sociais que custaram o sacrifício e a luta de gerações e gerações”, o candidato considerou que “através do projeto de revisão constitucional” o PSD já mostrou ao que vem, a um “projeto estratégico de destruir o Estado Social”.
Exortando “todos os portugueses da esquerda, do Partido Socialista, do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista, os independentes, os democratas e mesmo os do Partido Social Democrata e todos os que querem um projecto humanista em Portugal” a compreender que “o que está em causa nas próximas eleições não é só a escolha de uma personalidade, é o modelo político, é o futuro da nossa sociedade, é o conteúdo social da nossa democracia”, Manuel Alegre recebeu o aplauso caloroso e entusiástico dos apoiantes.
Segundo o candidato, “é tempo de despertar” e de perceber aquilo “que está em jogo”, já que “a direita portuguesa está mobilizada à volta de Cavaco Silva porque quer alterar a relação de forças em Portugal e porque sabe que se ele for reeleito, se houver uma mudança de maioria, eles poderão fazer aquilo que está na sua revisão constitucional”.
“Se a direita está mobilizada, nós temos o dever histórico, cívico, democrático de nos mobilizarmos para este combate, que é, porventura, um dos mais importantes combates que se travou depois do 25 de Abril”, salientou o candidato.
Sempre desconfiei dos políticos que fazem política contra a política e contra os políticosNo seu discurso, Manuel Alegre deixou ainda duras críticas a Cavaco Silva, acusando-o de ter atacado a classe política, “mais uma vez”, numa mensagem deixada hoje nas redes sociais. “O Presidente, hoje candidato, através das redes sociais, veio mais uma vez atacar os políticos. Sabemos que um homem que foi ministro das Finanças, que foi dez anos primeiro-ministro, que cinco anos esteve na Presidência da República, afinal não é um político e não gosta da política”, condenou, questionando, “se não é um político e não gosta de política”, por que se candidata pela terceira vez à Presidência da República.
“Sempre desconfiei dos políticos que fazem política contra a política e contra os políticos”, criticou o candidato, considerando que “é preciso desconfiar dos homens providenciais e dos políticos que dizem que não são políticos e querem fazer política e se candidatam aos cargos políticos”.
“Eu sou um político que vem da resistência, que lutou pela liberdade, que lutou contra a ditadura, que ajudou a construir a nossa democracia”, recordou, garantindo que não se envergonha de ser um político e explicando que se candidatou à Presidência da República porque crê que “Portugal precisa de alguém que tenha uma visão diferente” do “exercício da magistratura presidencial”. “Alguém que, quando tiver que promulgar uma lei, não venha a seguir desvalorizar essa lei, alguém que quando tiver que vetar uma lei tenha a coragem de vetar essa lei e não se esconda atrás de subterfúgios ou de falsos álibis”, acrescentou
“É preciso que na Presidência da República esteja alguém que seja capaz de falar claro e que não se cale quando Portugal for humilhado, seja aqui, seja na Europa, seja na República Checa, ou em qualquer lado”, sublinhou, deixando a crítica ao silêncio do actual presidente quando ouviu ao lado do seu homólogo checo as duras acusações que este fez ao nosso país.
Considerando que Portugal precisa de “mudar de paradigma e de encontrar novas soluções”, o candidato recordou: “Somos o mais velho país da Europa” e deixou um aviso, lembrando que houve muita gente que deu a sua vida pela independência e pela liberdade do país: “Não nos vamos ajoelhar agora perante as pressões das empresas de rating, ou perante a ditadura dos mercados financeiros.”
“Não é utopia querer que Portugal tenha uma voz própria dentro da Europa”, afirmou o candidato em resposta às farpas veladas de Cavaco Silva no seu discurso “cheio de auto-elogios” de recandidatura. “Nós aderimos a uma Europa de democracia, de transparência, para mais crescimento económico, mais coesão, mais prosperidade partilhada, não uma Europa onde emergem agora os poderosos e há uma desigualdade entre o centro e a periferia”, considerou.
Recordando que, há cinco anos, havia quem achasse que a eleição de Cavaco Silva “ia ser um passeio”, com as sondagens a darem-lhe intenções de voto de 60%, e que só não passou à segunda volta por 30 mil votos, o candidato manifestou a confiança que, desta vez, a segunda volta é possível. E deixou um apelo a todos “para que se mobilizem” e compreendam que está em causa “uma batalha fundamental pelo conteúdo social da nossa democracia”. “Se formos à segunda volta haverá um grande confronto entre as forças progressistas e as forças conservadoras”, rematou Manuel Alegre, lembrando que a esquerda, o 25 de Abril e a democracia com direitos sociais são maioritárias no nosso país.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Odivelas diz presente!



No dia 11 de Setembro, em Lisboa, a partir das 15.00, será realizada uma reunião geral da candidatura de Manuel Alegre, com todos os mandatários e coordenadores nacionais e distritais da campanha. A parte final da reunião, no Centro Cultural de Belém, às 18.30, será aberta a todos os apoiantes, com intervenções de António Carlos dos Santos, Mandatário Financeiro, Maria de Belém Roseira, Mandatária Nacional, Daniel Sampaio, Mandatário de Lisboa e Manuel Alegre.

A Concelhia de Odivelas está mobilizada e diz presente na campanha de apoio à eleição de Manuel Alegre para Presidente da República!

Este dia marcará a rentrée política de Manuel Alegre, numa candidatura que conta com todos os cidadãos, por um Portugal de todos, por um Portugal que vale a pena!

Participa e traz outro amigo também!
 
Site Meter