quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Autarquia prevê acabar com todos os bairros precários até 2013

A Câmara de Odivelas anunciou hoje que prevê realojar as 108 famílias que ainda vivem nos 13 bairros de habitações precárias até 2013, com o apoio do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

O presidente do IRHU, António Batista, esteve esta manhã em Odivelas para visitar os empreendimentos de habitação social, construídos desde a criação do município em 1998 e para conhecer os projetos que a autarquia ainda pretende construir no concelho até 2013.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Odivelas, Susana Amador, adiantou que a autarquia já erradicou, desde 1998, 30 “núcleos de construções precárias”, do qual resultou o realojamento de mais de duas mil pessoas.

Segundo a autarca, ainda faltam erradicar 13 bairros desse tipo e realojar 108 famílias, num processo que a autarquia prevê estar concluído em 2013.

“O IHRU, tal como outras instituições portuguesas, tem constrangimentos financeiros, mas não queremos que por haver crise os projetos possam parar. Vamos aproveitar a visita do presidente do IHRU exatamente para sensibilizá-lo para esse aspeto”, afirmou.

Um dos bairros de habitações precárias que será requalificado é o do Barruncho, na freguesia da Póvoa de Santo Adrião, onde vivem cerca de 130 pessoas, e cujo plano de reconversão venceu o prémio do Europan.

A reconversão da Vertente Sul, que incluí uma área de 82 mil hectares onde habitam cerca de 12 mil pessoas e que é composta pelos bairros do Vale do Forno, Serra da Luz, Encosta da Luz, Quinta do Zé Luís e Quinta das Arrombas, é outra das prioridades da autarquia.

Por seu turno, o presidente do IHRU, António Batista, referiu que apesar dos constrangimentos financeiros, aquele organismo “vai fazer tudo para ajudar” a concretizar os projetos de habitação previstos pela autarquia de Odivelas.

“Os recursos são sempre escassos e por isso nesta visita foi-nos possível ver alguns projetos interessantes, mas que terão de ser equacionados no sentido de perceber qual será a engenharia financeira disponível para os concretizar”, apontou.

Desde a criação do concelho de Odivelas foram investidos na habitação social 675 mil euros, repartidos pela Câmara Municipal e pelo IHRU.

Destak/Lusa destak@destak.pt

Alegre: Cavaco só teve cooperação estratégica com a oposição nos casos das escutas e asfixia democrática


O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que a cooperação estratégica de Cavaco Silva foi com a oposição nos casos da asfixia democrática e das escutas, caracterizando o Chefe de Estado como um conservador e seguidista neoliberal.

Manuel Alegre falava perante apoiantes num jantar no Mercado da Ribeira, em Lisboa, num discurso em que apelou à mobilização de toda a esquerda em torno da sua candidatura e a um combate aos indecisos e à abstenção nas próximas eleições presidenciais, a 23 de Janeiro.

Ao longo do seu discurso, Alegre, apoiado pelo PS e BE, procurou vincar diferenças entre o seu percurso pessoal e o do Presidente a República.

“Há diferentes visões do que é a função presidencial, porque o Presidente da República é um moderador e deve ser um mediador político e social. Eu tenho capacidade para ser um mediador social porque posso reunir com a CGTP, com a UGT e com a CIP [Confederação da Indústria Portuguesa] e porque sou capaz de falar com todas as forças políticas, sendo uma ponte de diálogo”, argumentou.

Em contraponto, Cavaco Silva, segundo Alegre, “errou na interpretação teórica dos poderes presidenciais, quando falou em cooperação estratégica”.

“Não houve cooperação estratégica. Aliás, as únicas vezes que houve cooperação estratégica não foi entre o Presidente e o Governo, mas entre o Presidente e a oposição quando se falava em asfixia democrática e ele veio com o problema das escutas”, declarou, recebendo palmas, sobretudo dos militantes socialistas.

Na sua intervenção, o candidato presidencial voltou a dizer que consigo na Presidência “ninguém toca no Serviço Nacional de Saúde, na escola pública e nos direitos do trabalhadores”, caracterizando o actual Chefe de Estado como “um conservador” e “um seguidista” face à economia neoliberal.

Em outros pontos, Alegre recusou a existência de vencedores antecipados, manifestou a sua convicção de que forçará Cavaco Silva a uma segunda volta e falou das diferenças entre si e o Presidente da República ao nível do passado político.

“Não julgo nem condeno ninguém pelo seu passado, mas há uma diferença entre os que lutaram no passado e os que não lutaram. Não é desonra, não é crime, não é vergonha não se ter lutado, mas eu fui toda a vida um lutador político e social -- e Portugal precisa na Presidência da República de um lutador político, capaz de defender o Estado democrático e social”, declarou.

No primeiro discurso da noite, a cargo de Daniel Sampaio, mandatário para o distrito de Lisboa, surgiu um ataque cerrado ao actual Chefe de Estado.

Para o responsável da candidatura de Alegre, o único adversário nas eleições presidenciais será Cavaco Silva.

“Os apoiantes de Cavaco Silva pretendem fazer passar a ideia de que as eleições estão ganhas e temos de contrariar esta ideia. Há também uma crítica velada de Cavaco Silva aos políticos, como se ele não fossem político e não estivesse já há tantos anos no poder”, acusou.

Daniel Sampaio acusou ainda o Presidente da República de ser “a negação do debate” e de se afastar da “essência da democracia”.

“Cavaco Silva representa a sociedade conservadora, sem dimensão cultural. Temos um Presidente da República que não sabe usar a informática, mas sempre que se lhe pede uma opinião remete para o seu site”, acrescentou, provocando risos na sala.

No jantar de apoio a Alegre compareceram vários deputados do Bloco de Esquerda, casos de Jorge Costa, José Guilherme Gusmão, Helena Pinto e Pedro Soares, assim como o líder parlamentar, José Manuel Pureza.

Da parte do PS compareceram no jantar o ex-ministro Mário Lino, o governador civil de Lisboa, António Galamba, o ministro da Justiça, Alberto Martins, Marcos Perestrello (líder da FAUL), Vera Jardim, Susana Amador (presidente da Câmara de Odivelas), Maria da Luz Rosinha (presidente da autarquia de Vila Franca de Xira), Carlos Teixeira (presidente da Câmara de Loures), Joaquim Raposo (presidente da Câmara da Amadora) e Maria de Belém (mandatária nacional da candidatura).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perestrello em Odivelas para debater as Presidenciais


Marcos Perestrello, Presidente da FAUL esteve em Odivelas acompanhado pela Presidente da CPCO Susana Amador na passada sexta feira dia 10 de Dezembro no centro de exposições de Odivelas numa sessão com os militantes da concelhia de Odivelas para debater as Presidenciais, que se realizarão no próximo ano.
Manuel Alegre, o candidato apoiado pelo PS foi o tema, propostas para campanha entre outras ideias foram debatidas. O futuro do País é crucial e vital nesta discussão, Manuel Alegre é o candidato ideal para levar Portugal no melhor caminho para o fim de uma crise que atinge toda a Europa, um Presidente da República pro-activo e com vontade são alguns dos pontos fortes de Manuel Alegre, muitos dos camaradas presentes concordaram que esta é a altura do PS arrancar para uma campanha que terá de ser forte para os objectivos serem alcançados, uma segunda volta nas eleições será a primeira derrota de Cavaco Silva.
A esquerda terá de se unir em torno de Manuel Alegre, o homem que irá ter a seu lado os militantes do PS Odivelas para as batalhas que se aproximam.
Numa sessão que os objectivos foram traçados, o PS terá de ir unido para a rua, só assim poderá haver esperança num Portugal melhor e mais forte, num Presidente da República presente e consciente, um trabalho que requer trabalho e atitude, e isso só poderá ser com uma pessoa, Manuel Alegre.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Manuel Alegre pede mobilização da esquerda para forçar segunda volta

O candidato presidencial Manuel Alegre apelou hoje a uma mobilização da esquerda nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro e acusou o actual presidente da República, Cavaco Silva, de ser “corresponsável" pela situação que se vive no país.

“O presidente fez muitos avisos, disse várias vezes que a situação era explosiva e insustentável, mas isso não serviu nada. Ele não usou os poderes presidenciais. Esvaziou a função presidencial e por isso ele é corresponsável pela situação que estamos a viver e não pode lavar as mãos como Pilatos. E os portugueses têm de ter consciência disso”, afirmou.
Manuel Alegre falava num almoço com cerca de duas centenas de apoiantes, em Sarilhos Pequenos, depois de um périplo pelo concelho da Moita, em que pediu a ajuda de toda a esquerda para obrigar Cavaco Silva a disputar uma segunda volta das presidenciais.
“Nós estamos aqui, na rua, na área ribeirinha da Moita, em Trás-os-Montes, no Alentejo, no Algarve, estive na emigração, e vi o mesmo grito de esperança: que o dia 23 de Janeiro à noite volte a ser 25 de Abril com uma segunda volta, uma segunda volta que nos vai garantir a vitória nas eleições e a salvaguarda da nossa democracia, tal como está consagrada na Constituição da República”, disse.
“Quero deixar aqui um apelo a todos os democratas, a toda a esquerda, para que não disperse os votos, para que convença os indecisos e que se mobilize, porque a direita está mobilizada, sabe o que quer, sabe o que defende e o que pretende destruir para defender os seus interesses”, acrescentou Manuel Alegre.
O candidato apoiado pelo PS e pelo BE reiterou outras críticas que tem vindo a fazer a Cavaco Silva, responsabilizando o actual chefe de estado por ter permitido a destruição da frota de pesca, quando era primeiro-ministro, e de vir agora dizer que Portugal precisa de explorar melhor os recursos marítimos.Manuel Alegre também não deixou passar em claro as declarações de Cavaco Silva sobre a decisão do governo regional dos Açores, de compensar os cortes salariais para alguns trabalhadores com a atribuição de subsídios.“[Cavaco Silva] preocupou-se muito com aquilo que fez o César, com aquelas compensações nos Açores, mas com os dividendos distribuídos antes dos impostos não se perturbou, sobre isso não disse uma palavra”, disse
Manuel Alegre referindo-se à intenção da PT e de outras empresas de anteciparem para este ano a distribuição de dividendos, evitando assim o pagamento de impostos previstos para 2011.
Fonte: DN

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Campanha de Natal «Faça Alguém Sorrir» de regresso a Odivelas

«Faça Alguém Sorrir» é o pedido da Câmara Municipal de Odivelas para a recolha de produtos que começou no início de Dezembro, e termina a 15 de Dezembro, no Centro Comercial Odivelas Parque, junto à entrada do hipermercado.

Pelo terceiro ano consecutivo, Odivelas organiza uma angariação de diversos bens junto da população, com o intuito de o redistribuir pelas instituições locais. Este ano o pedido é direccionado à população infantil, e o intuito é recolher o maior número possível de CD’s, DVD’s, jogos, artigos de puericultura (cadeiras, berços, camas, carros de passeio, etc.) e de higiene (fraldas, toalhetes, cremes hidratantes, etc.).

A distribuição dos bens recolhidos será feita por entidades que desenvolvem trabalho social junto de bairros/zonas mais carenciadas do Concelho. A saber: Associação Comunidade Lusófona (Vale do Forno); Contrato Local de Desenvolvimento Social para a Vertente Sul; Associação RUTE (Serra da Luz/Urmeira); PROSALIS (Urmeira); Centro Social da Póvoa de Santo Adrião/Fundo de Apoio às Famílias Necessitadas (Barruncho); IAC (Arroja); Távola Redonda (Caneças); Centro Infantil de Odivelas (Bairro Gulbenkian/Odivelas); e Centro Cristão Semente Viva (Odivelas).
Fonte: metronews

Portugal avança quatro lugares no ranking da OCDE

A OCDE assinalou hoje, em Paris, a evolução "impressionante" nos resultados da avaliação dos alunos portugueses.
De acordo com o PISA, relatório que avalia conhecimentos e aptidões em matemática, leitura e ciências dos alunos de 15 anos, Portugal subiu quatro lugares no ranking para a Educação e é agora 21.º entre 33 países.

A ministra da Educação já veio dizer que estes resultados se devem ao empenho dos professores.De acordo com os dados apresentados no PISA, esta terça-feira, na capital francesa, Portugal ultrapassou a Espanha e chegou-se à média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) após anos na cauda do pelotão, sendo a Matemática a disciplina em que se registou a maior evolução nestes três anos que separam os relatórios de 2009 e 2006.

O relatório deste ano do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) colocou em números a melhoria das competências dos alunos portugueses relativamente à Matemática, Leitura e Ciências.

"Portugal ocupava o fundo da tabela nos relatórios anteriores e desta vez aproximou-se da média dos países da OCDE, ultrapassando por exemplo a Espanha", assinalou Andreas Schleicher, director da Divisão de Indicadores e Análise da Direcção de Educação da OCDE, acrescentando que “o melhor resultado de Portugal no relatório de 2009, em relação ao de 2006, foi obtido na Matemática".

Numa primeira reacção a estes resultados - que colocam Portugal com 489 pontos, próximos da média de 493 – a ministra da Educação, Isabel Alçada, disse que é uma melhoria "muitíssimo expressiva" dos resultados dos alunos portugueses.

Isabel Alçada atribui resultados aos professores

Sublinhando que de Paris chega o "resultado mais expressivo de sempre" em relação aos alunos portugueses, a ministra Isabel Alçada fez ainda questão de salientar que, "em primeiro lugar, os resultados devem-se ao trabalho dos professores e à sua qualidade, investimento e empenho".

Logo após, nestas declarações à Agência Lusa, a ministra portuguesa lembrou o papel dos directores das escolas, cujo "esforço consistente e competente" se traduz em escolas "eficazes", e das “famílias (que) têm vindo cada vez mais a acompanhar de perto a vida escolar dos filhos, netos ou vizinhos".

Isabel Alçada falou ainda da aposta do Estado na melhoria da escola, nomeadamente o investimento no pré-escolar e básico.

"Portugal é o segundo país que mais progrediu em ciências e o quarto em leitura e em Matemática", apontou a ministra da Educação, para deixar uma palavra sobre o investimento que o Governo tem feito em recursos educativos.

Para a governante não são alheios aos resultados hoje conhecidos a rede de bibliotecas escolares e o Plano Nacional de Leitura.

Ministra insiste na avaliação

Numa altura em que a Educação portuguesa atinge patamares inéditos, a ministra Isabel Alçada não perde a oportunidade de defender aquela que é uma das meninas dos olhos do Executivo Sócrates: a avaliação.

Para a ministra, a "cultura de avaliação" aplicada a alunos, professores e escolas tem o seu dedo nos resultados do PISA.

Os dados gerais do relatório da OCDE revelam que Portugal faz parte do grupo de países que tiveram melhorias significativas nestes três anos desde o estudo de 2006, juntamente com Chile, Israel e Polónia.

Este estudo foi realizado com base numa mostra de 6298 alunos, constituída pelos peritos da organização, que se submeteram a exames iguais em todos os países. Um estudo "independente, rigoroso e uma referência para os sistemas educativos", apontou o responsável da OCDE Andreas Schleicher.
fonte: www.rtp.pt

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Cidade e a Sustentabilidade em Foco

Comemorou-se no passado dia 8 de Novembro o Dia Mundial do Urbanismo. Este dia começou por ser celebrado em 1949 pelo Professor Carlos Maria Della Paolera, Urbanista e Professora da Universidade de Buenos Aires, para promover o interesse do público e dos profissionais no Planeamento Urbano.

O tema da Conferência para 2010, promovida pela a World Town Planning Day, entidade organizadora do evento, teve como título “Pessoas Saudáveis, Lugares Saudáveis, Planeta Saudável: Integração de Sistemas Alimentares no Processo de Planeamento”.

Este tema está a ser levanto em diversas comunidades internacionais devido à qualidade dos produtos agrícolas consumidos nas cidades e que têm origem em locais cada vez mais distantes. Esta situação tem vindo a afectar a qualidade dos produtos alimentares em resultado dos métodos de produção intensiva, através do uso de fertilizantes químicos, que, resultam na aceleração dos processos de produção, mas útil do ponto de vista económico. Estes factos estão a influenciar seriamente a qualidade de vida e saúde das comunidades humanas e ecossistemas do planeta.

Na Europa a discussão será realizada em torno da gestão sustentável do uso do solo na Europa.

Outro evento também de âmbito global, decorreu na cidade de Porto Alegre, no Brasil, entre o dia 14 e 17 de Novembro, promovido pela Federação Internacional de Habitação e Planeamento. Este congresso teve como tema principal “Construir Comunidades na Cidade do Futuro”. As questões fundamentais abordadas neste encontro, focaram três temas. O primeiro relativo à cidade de “amanhã” e como esta pode ser mais equitativa, sustentável e acessível. O segundo, a questão de como a Comunidade pode ser incluída na cidade do futuro e o terceiro, em torno de como os espaços urbanos criados pelo projecto da cidade moderna podem promover a vida da Comunidade.

A cidade de hoje, têm à sua frente um desafio bastante complexo que, no essencial, o contributo de cada cidadão é fundamental para traçar o caminho em direcção ao Desenvolvimento Sustentável. A cidade não se resume apenas ao uso de um conjunto de instrumentos previstos no quadro legal, mas, na essência, será através da consciência e participação de cada cidadão que a Polis será sustentabilizada.

Carlos Lopes
 
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