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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PS diz que Governo abandonou "cortes nas gorduras do Estado"


O PS considera que a estratégia orçamental até 2015 é uma "decepção colossal".

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado do PS Eduardo Cabrita considerou que as medidas anunciadas pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, na apresentação da estratégia orçamental 2011-2015 constituem "o momento da decepção colossal" e a "prova da impreparação do Governo".

"As tão anunciadas medidas de corte nas gorduras do Estado e nos famosos consumos intermédios que ouvimos ao longo de meses afinal em 2011 absolutamente não vão existir", criticou Eduardo Cabrita.

Entre as medidas hoje anunciadas, inclui-se o congelamento dos salários na função pública, a criação de uma taxa adicional de 2,5% para os contribuintes com rendimentos mais elevados e uma outra de 3% para as empresas com lucros acima de 1,5 milhões de euros.

Já o ajustamento das contas públicas deverá continuar pelo menos até 2015, com o Governo a projectar um défice orçamental de apenas 0,5% do PIB em 2015, de acordo com o documento.

Questionado sobre estas taxas em concreto, Eduardo Cabrita disse que o PS vai aguardar para ver a forma como serão apresentadas à Assembleia da República.

Para o PS, as medidas anunciadas "mostram uma absoluta incapacidade de cortar na despesa e uma absoluta celeridade em medidas injustas como o aumento dos transportes públicos, a electricidade, e a forma como se definiu o imposto extraordinário".

"O que temos hoje é o anúncio de uma estratégia de amanhãs que cantam para 2015 confrontada com a absoluta incapacidade de definir uma medida", considerou.

Para o deputado, "o único dado claramente positivo da conferência imprensa é que pela primeira vez foi assumido que aquela região que é o símbolo da governação do PSD, 35 anos de governo PSD, a Madeira, é responsável pelo claro desvio de 500 milhões de euros, que constitui aqui o maior problema adicional nas contas públicas portuguesas".

Fonte: Económico com Lusa

quinta-feira, 3 de março de 2011

Resultado "histórico" das contas públicas em Janeiro e Fevereiro

José Sócrates salientou hoje o resultado "histórico" das contas públicas em Janeiro e Fevereiro, e garantiu que Portugal "tem condições para resolver os seus problemas sozinho".

Na conferência de imprensa a seguir à reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, Sócrates disse ter a certeza que "as instituições europeias farão o que devem" e mostrou-se certo de que haverá um "pacto para a competitividade que melhorará e aprofundará o projecto europeu".

José Sócrates, rejeitou a ideia de subserviência considerando que "Portugal tem oito séculos de história e não é subserviente com ninguém, a não ser com o seu povo".

"Se bem entendi, a sua pergunta pretendia saber se era subserviente ter um encontro com a chanceler alemã, aqui na Alemanha. Respondo-lhe que o meu país tem oito séculos de história, não é subserviente com ninguém, a não ser com o seu povo e com o que o povo tem a dizer. Portugal trabalha como a Alemanha de forma empenhada e não acompanha o sentimento de alguma imprensa em Portugal", afirmou José Sócrates, respondendo a uma questão sobre se a divulgação de alguns números da execução orçamental e a ida a Berlim podia ser encarada como subserviência face àquele país.

"Todos os meus colegas são por mim tratados por igual, e é essa a forma que me habituei a trabalhar na Europa e na construção europeia", acrescentou.
 
 
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